Publicado por Guilherme M. 13 December, 2006 em Textos
Pensei sobre este artigo porque gostaria que as pessoas aqui em São Paulo e no Brasil despertem e percebam que um bom DJ não é formado por apenas boa técnica. Técnica, alias, é uma das qualidades menos importantes para um grande DJ. Assim, quem estiver interessado, prossiga.O que exatamente um DJ faz? Ele destila ou purifica qualidade musical. Ele seleciona músicas ou gravações e através delas cria uma performance improvisada de acordo com o tempo, o lugar e as pessoas. Numa festa ou clube, o DJ não está apenas tocando uns discos, ele está criando uma atmosfera, gerando sentimentos e respondendo à reação das pessoas. Um DJ médio tem a capacidade de mexer no humor das pessoas dançando, um DJ excepcional é capaz de fazer uma pista inteira se apaixonar.Mas como o DJ consegue fazer isso? Fácil: Ele conhece música mais do que qualquer um na pista de dança. Alguns DJs chegam a conhecer mais sobre um determinado estilo do que qualquer outra pessoa no mundo. Ou seja, em primeiro lugar um bom DJ é um colecionador de música, um colecionador totalmente viciado em discos. Alguns diriam que um DJ não passa de um bibliotecário, talvez com mais glamour.O bom DJ também consegue atingir a pista com música nova e desconhecida (que não precisa ter sido produzida na semana passada, mas pode ser um disco obscuro, perdido durante os últimos 20 anos). Pois, qualquer um conseguiria fazer a pista dançar, tocando um hit ou uma música bastante conhecida, mas será que qualquer um consegue fazer o mesmo tocando uma música que a pista nunca tenha ouvido antes?Os ótimos DJs se interessam em mostrar, ou melhor, em compartilhar música com as pessoas. Eles chegam a tornar-se pregadores, espalhando a palavra do que consideram boa música.O pessoal tupiniquim costuma confundir a arte do DJ com qualidades técnicas como mixagens suaves e imperceptíveis, mudanças rápidas, mixar com 3 toca-discos… Acham que quanto mais o DJ parecer ocupado, trabalhando com as mãos, mais criativo ele é. Muitos DJs ganham fama fazendo isso. Uma espécie de show ou demonstração de qualidades técnicas. Entretanto, um ótimo DJ é capaz de balançar uma pista no mais primitivo dos equipamentos, apenas escolhendo uma seleção de faixas adequada, e com algum conhecimento do sistema de som e sua equalização. Na verdade, alguns dos maiores DJs que já existiram eram apenas razoáveis em suas mixagens, como as gravações de Ron Hardy, Larry Levan e tantos outros mostram. Um ótimo exemplo é David Mancuso, que com suas festas privadas em lofts de Nova York basicamente fundou a Disco (que por sua vez daria vida ao hip-hop, house, e praticamente todas vertentes dançantes de hoje em dia. Ele será assunto de artigos futuros neste blog). Mancuso simplesmente não mixa as faixas, ele deixa cada uma tocar do começo ao fim.Ou seja, a arte do DJ não está apenas em mixagens precisas, está muito mais em encontrar músicas interessantes, fantásticas, e toca-las no momento certo. Ter sensibilidade e comunicação com seu público. Assim, um DJ nunca é melhor ou maior do que seus próprios ouvintes. Então, um DJ é um colecionador, um pregador musical, um técnico de som e alguém que tenta transmitir emoções através de uma seleção de discos.A visão descrita acima não é apenas minha, mas é compartilhada por milhares de pessoas pelo mundo. Este texto foi inspirado na recente leitura do livro Last Night a DJ Saved My Life, da onde algumas partes acima foram retiradas.
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terça-feira, 9 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Sinden: "Fidget house está morta!"
"Fidget foi um gênero criado como uma piada por uns amigos meus há uns anos".
16.09.08 17:40
O jornal britânico The Guardian publicou um guia essa semana de "O que é fidget house", e disse que Switch e Jesse Rose são os os donos do gênero que está devastando as pistas no momento.
John McDonnell (contribuidor do Guardian/NME/The Sun) diz que a ambivalente dupla criou o termo como uma piada há muitos anos, e que afirmam "a cena não existe além da internet", antes de iniciarem um ataque ao próprio gênero.
"Produtores de fidget gostam de pensar em si mesmos como conhecedores da música global, retirando pedaços de gêneros como chicago house, rave, uk garage, hip hop americano, baltimore, kuduro e outros gênerosque são considerados autênticos", ele disse.
"Na realidade, no seu pior, o gênero é basicamente um update um pouco menos cafona do big beat - com seu vocal rap irritante e um estilo de construção ridículo bem Fatboy Slim", disse McDonnel, "mas que produziu algumas excelentes faixas para clubes," ele admite.
PIADA, MAS BIG BEAT NÃO TEM GRAÇA
Sinden, a estrela do fidget house, estava distintamente não impressionado, apesar de concordar que o termo se refere a "um gênero de dance music que foi criado como uma piada por uns amigos meus há uns anos".

"Nós começamos com esse som, mas eu não me identifico com ele. Esse gênero está morto! Ele morreu anos atrás," ele disse. "Eu não sou realmente uma pessoa fidgety (inquieto/nervoso), eu me mantenho calmo," adicionou Sinden, "Pessoas que andam devagar me deixam impaciente."
Sinden também se distanciou do big beat fazendo brincadeiras com scratching e itching (que em sua tradução literal quer dizer "arranhando" e "coçando", respectivamente) dizendo que "mosquitos raramente me mordem; exceto na Jamaica este ano; ele me morderam bastante". E disse nunca ter passado por uma fase Fatboy Slim.
"Como Barbara Streisand e Barry Gibb disseram, 'não temos nada para nos culparem'", brinca, quando perguntado sobre seus maiores prazeres secretos. "Eu nunca gostei de big beat."
Enquanto isso nos Estados Unidos, Fatboy Slim recebeu um tapa com luva de pelica do crítico musical do Boston Globe, Christopher Muthe. "O estilo trash de Fatboy Slim pode ser considerado uma ode ao paletó de três botões e à internet discada. Mas há algum charme em sua estética corta-e-cola."
John McDonnell (contribuidor do Guardian/NME/The Sun) diz que a ambivalente dupla criou o termo como uma piada há muitos anos, e que afirmam "a cena não existe além da internet", antes de iniciarem um ataque ao próprio gênero.
"Produtores de fidget gostam de pensar em si mesmos como conhecedores da música global, retirando pedaços de gêneros como chicago house, rave, uk garage, hip hop americano, baltimore, kuduro e outros gênerosque são considerados autênticos", ele disse.
"Na realidade, no seu pior, o gênero é basicamente um update um pouco menos cafona do big beat - com seu vocal rap irritante e um estilo de construção ridículo bem Fatboy Slim", disse McDonnel, "mas que produziu algumas excelentes faixas para clubes," ele admite.
PIADA, MAS BIG BEAT NÃO TEM GRAÇA
Sinden, a estrela do fidget house, estava distintamente não impressionado, apesar de concordar que o termo se refere a "um gênero de dance music que foi criado como uma piada por uns amigos meus há uns anos".
Everybody Hates Fatboy
"Nós começamos com esse som, mas eu não me identifico com ele. Esse gênero está morto! Ele morreu anos atrás," ele disse. "Eu não sou realmente uma pessoa fidgety (inquieto/nervoso), eu me mantenho calmo," adicionou Sinden, "Pessoas que andam devagar me deixam impaciente."
Sinden também se distanciou do big beat fazendo brincadeiras com scratching e itching (que em sua tradução literal quer dizer "arranhando" e "coçando", respectivamente) dizendo que "mosquitos raramente me mordem; exceto na Jamaica este ano; ele me morderam bastante". E disse nunca ter passado por uma fase Fatboy Slim.
"Como Barbara Streisand e Barry Gibb disseram, 'não temos nada para nos culparem'", brinca, quando perguntado sobre seus maiores prazeres secretos. "Eu nunca gostei de big beat."
Enquanto isso nos Estados Unidos, Fatboy Slim recebeu um tapa com luva de pelica do crítico musical do Boston Globe, Christopher Muthe. "O estilo trash de Fatboy Slim pode ser considerado uma ode ao paletó de três botões e à internet discada. Mas há algum charme em sua estética corta-e-cola."
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
'Vovó Rock', 69 anos, desponta como DJ nas pistas francesas
Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil
Uma inglesa de 69 anos está causando sensação nas pistas de dança da França.
Ruth Flowers, mais conhecida como Mamy Rock (Vovó Rock, em francês), como ela mesma se apelidou, recentemente comandou a noite na badalada boate Queen, em Paris, e tem outras apresentações previstas na França e também em outros países neste ano, disse à BBC Brasil o seu produtor, o francês Aurélien Simon.
A DJ avó de cabelos brancos, que usa fone de ouvido prateado, roupas de lantejoulas, tênis e está sempre de óculos escuros - deverá lançar seu primeiro disco neste ano.
Flowers decidiu se lançar no mundo das mixagens por acaso, há cinco anos, após ter ido à festa de aniversário de seu neto em um boate londrina. Ela quase foi barrada pelo porteiro, mas conseguiu entrar e diz ter descoberto um novo mundo.
“Os jovens dançavam como doidos. A luz e a música me transportaram. Era tão diferente das festas que eu costumava ir quando era jovem. Gostei e pensei que poderia fazer isso também”, conta Mamy Rock, que afirma ter se sentido “rejuvenescer” naquela noite.
Ela aprendeu a mixar e, com a ajuda de seu produtor francês, amigo de seu neto, ela começou a tocar em casas noturnas.
“Gosto de mixar músicas novas e antigos. Posso misturar música eletrônica com Rolling Stones”, diz a DJ. O grupo de rock Queen é um de seus favoritos.
No último Festival de Cinema de Cannes, Mammy Rock mixou todas as noites na Villa Murano, um local da moda na cidade.
A DJ, que vive entre Paris e Londres, recebeu convites para se apresentar na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e na América do Sul, afirma Simon, sem querer revelar, no entanto, se a turnê incluiria o Brasil.
“Organizamos as apresentações levando em conta que ela não pode se cansar muito”, diz o produtor.
Mamy Rock diz que seu filho e neto acham sua nova atividade “fantástica”. Mas ela não contou à sua irmã. “Acho que ela não ia gostar. Ela é uma pessoa de idade, bom, eu também”, afirmou Flowers a uma TV francesa.
“Tudo o que você quiser fazer, você poderá fazer se você se dedicar a isso totalmente”, diz Mamy Rock, que se diverte nas mesas de mixagens.
Ruth Flowers, mais conhecida como Mamy Rock (Vovó Rock, em francês), como ela mesma se apelidou, recentemente comandou a noite na badalada boate Queen, em Paris, e tem outras apresentações previstas na França e também em outros países neste ano, disse à BBC Brasil o seu produtor, o francês Aurélien Simon.
A DJ avó de cabelos brancos, que usa fone de ouvido prateado, roupas de lantejoulas, tênis e está sempre de óculos escuros - deverá lançar seu primeiro disco neste ano.
Flowers decidiu se lançar no mundo das mixagens por acaso, há cinco anos, após ter ido à festa de aniversário de seu neto em um boate londrina. Ela quase foi barrada pelo porteiro, mas conseguiu entrar e diz ter descoberto um novo mundo.
“Os jovens dançavam como doidos. A luz e a música me transportaram. Era tão diferente das festas que eu costumava ir quando era jovem. Gostei e pensei que poderia fazer isso também”, conta Mamy Rock, que afirma ter se sentido “rejuvenescer” naquela noite.
Ela aprendeu a mixar e, com a ajuda de seu produtor francês, amigo de seu neto, ela começou a tocar em casas noturnas.
“Gosto de mixar músicas novas e antigos. Posso misturar música eletrônica com Rolling Stones”, diz a DJ. O grupo de rock Queen é um de seus favoritos.
No último Festival de Cinema de Cannes, Mammy Rock mixou todas as noites na Villa Murano, um local da moda na cidade.
A DJ, que vive entre Paris e Londres, recebeu convites para se apresentar na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e na América do Sul, afirma Simon, sem querer revelar, no entanto, se a turnê incluiria o Brasil.
“Organizamos as apresentações levando em conta que ela não pode se cansar muito”, diz o produtor.
Mamy Rock diz que seu filho e neto acham sua nova atividade “fantástica”. Mas ela não contou à sua irmã. “Acho que ela não ia gostar. Ela é uma pessoa de idade, bom, eu também”, afirmou Flowers a uma TV francesa.
“Tudo o que você quiser fazer, você poderá fazer se você se dedicar a isso totalmente”, diz Mamy Rock, que se diverte nas mesas de mixagens.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Poladroid simula todas as etapas da Polaroid
Ao ser executado, o Poladroid adiciona no desktop uma máquina fotográfica Polaroid. Para acioná-la, o usuário deve jogar um arquivo de foto (no formato JPEG) em cima dele. Feito isso, o programa processa a imagem e gera um preview, que fica no desktop.
Como na vida real, a foto não fica pronta imediatamente. O Poladroid simula as antigas máquinas, portanto, exige que o usuário espere por alguns segundos até o marrom da foto sumir para dar vez a imagem.
Quando esse processo termina, a foto está pronta para uso e salva no diretório Imagens do Windows. O bacana é que as imagens, além da moldura branca, ganham manchas, sombras, riscos brancos e marcas de dedo – como as autênticas Polaroid.
Baixe o Poladroid no Downloads INFO.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Divulgada as músicas da trilha sonora de Alice no País das Maravilhas.
Para alguns, a expectativa pelo lançamento da trilha sonora de Alice No País das Maravilhas, de Tim Burton, está sendo tão grande quanto a do filme. Com o nome de “Almost Alice”, o álbum está previsto para chegar ás lojas no dia 2 de março e conta com a participação Avril Lavigne, All Time Low, Robert Smith, entre outros.
A tracklist completa foi liberada hoje pelo myspace, confira:
A tracklist completa foi liberada hoje pelo myspace, confira:
1. “Alice (Underground)” performed by Avril Lavigne
2. “The Poison” performed by The All-American Rejects
3. “The Technicolor Phase” performed by Owl City
4. “Her Name Is Alice” performed by Shinedown
5. “Painting Flowers” performed by All Time Low
6. “Where’s My Angel” performed by Metro Station
7. “Strange” performed by Tokio Hotel and Kerli
8. “Follow Me Down” performed by 3OH!3 featuring Neon Hitch
9. “Very Good Advice” performed by Robert Smith
10. “In Transit” performed by Mark Hoppus with Pete Wentz
11. “Welcome to Mystery” performed by Plain White T’s
12. “Tea Party” performed by Kerli
13. “The Lobster Quadrille” performed by Franz Ferdinand
14. “Running Out of Time” performed by Motion City Soundtrack
15. “Fell Down a Hole” performed by Wolfmother
16. “White Rabbit” performed by Grace Potter and the Nocturnals
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
As figuras que "arruinaram a década"!
As figuras que "arruinaram a década"!
Por: Christian Moreno21/12/2009
Como qualquer outra, a primeira década do século 21 teve seus altos e baixos no universo pop. Figuras bacanas surgram, mas uma pá de gente pentelha também. E quais seriam os caras que mais encheram o saco nessa década? Pois o jornal inglês The Guardian escolheu o “top ten dos malas”, numa lista encabeçada por Will.I.AM (o líder do Black Eyed Peas).
Se liga:1) Will.I.AM – Basicamente por fazer músicas insuportáveis como “My Humps” e “Beep” (gravada pelas Pussycat Dolls).
2) Jessica Simpson – Fulana que estragou a “arte de ser sexy”.
3) Steve Jobs – O dono da Apple “matou” o hábito de se ouvir um disco inteiro. Ele pediu pra todo mundo pegar sua coleção de discos e colocá-la num aparelhinho, agora ninguém mais tem paciência de ouvir um álbum todo.
4) Harry Potter – O bruxo disseminou para sempre a praga das continuações. Nada importante acontece na primeira parte dos filmes, tudo fica pra depois.
5) Mark Ronson – DJ e produtor que empesteou o pop com covers. Ele lançou o CD “Version” em 2007 e aí um milhão de artistas resolveu a fazer mesmo.
6) Michael Cera – O astro de "Juno" e "Superbad" ilude os nerds e espinhentos a acreditarem que podem pegar a mulherada.
7) Nina Myers – A espiã vilã vivida por Sarah Clarke na série "24 Horas". Ela inspirou o fenômeno do “ninguém nunca está realmente morto” nos seriados - "Heroes" e "Lost" que o digam.
8) Frank Black – O herói das bandas reformadas. Depois que ele resolveu remontar os Pixies, um monte de bandas mortas se achou no direito de voltar também, sempre de forma pior do que quando terminaram ou fizeram sucesso.
9) Sir Tim Berners-Lee – O cara que inventou a World Wide Web. Ou a Internet, como queiram.
10) Josh Homme – O líder do Queens of the Stone Age entrou na lista por criar os projetos paralelos mais chatos do mundo: The Desert Sessions, Eagles of Death Metal e Them Crooked Vultures.
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